O que fazes quando te cansas de falhar? Quando te cansas de dizer a ti mesma que és forte? Quando chegas à conclusão de que só te estás a enganar a ti mesma?
O que fazes ao veres todas as tuas expectativas desmoronarem mesmo debaixo do teu nariz? Porque nada pode correr bem? Estarás privada de felicidade? Será que dás o teu máximo?
Só te vêm perguntas à cabeça... Como dás a volta por cima? Fechas-te na casa-de-banho e choras até à exaustão... Lavas a cara, sais e ages como se estivesse tudo normal. Mas não está, atingiste o limite, chegaste ao fundo. Mas que fundo? Já pensaste tanta vez ter chegado a esse fundo, porém há sempre mais um patamar a descer. Dizem que quando se chega ao fundo do poço não se pode descer mais e, por isso, a partir daí é só subir. Mas então e se o fundo a que chegamos é pouco seguro, bambo e instável? Acaba sempre por descer com o peso e nunca tem fim a sua descida? Como fazes para subir? Pedes a um amigo para te lançar uma corda? Agarras-te à parede? Ou deixas-te cair mais uma vez e vais pelo rumo da coisa? Talvez... Estás cansada, já não tens força... Mesmo que tentes subir vais encontrar lodo na parede do poço e escorregar novamente para o fundo que nunca pára de descer.
Há coisas intermináveis.. No teu caso, é a descida que é interminável. Resta-te a esperança de encontrar uma brecha ao longo dessa descida. E, caso a encontres, terás coragem de te aventurar por ela e procurar a saída? Terás força para mudar esse destino que só te faz descer? A brecha aparece diante de ti... De difícil acesso, mas a única salvação. Que vais fazer? Deixar-te ficar para trás e continuar a descer porque tens medo do que irás encontrar do outro lado da brecha?
Não te deixes levar pela rotina monótona dessa descida... Aventura-te... Talvez encontres um novo motivo para tentar subir.
